A filha da Thaís tem 17 anos. É vegetariana e decidiu parar de comer carne porque se sensibiliza com o sofrimento de bois e porcos.
Rodrigo trabalha com TI de home office e já recusou ofertas de trabalho melhores pela exigência de ser presencial.
Fernanda deixou a empresa onde trabalhava. Pregava certos valores apenas no Powerpoint e não na vida real.
Bruno trocou o carro pela bicicleta. Não queria mais emitir tanto CO2 no seu ir e vir casa-trabalho-casa.
Mariana é vegana. Cortou o leite porque não quer ser conivente com o tratamento dado aos animais. Sabe que vacas leiteiras são mantidas em um ciclo constante de gravidez, parto e lactação e não se conforma com isso.
Fábio ajuda investidores a escolherem onde vão colocar suas economias a partir de profundas análises da proposta de valor das empresas.
Érika precisava de flexibilidade e não teve. Deixou o emprego porque não queria mais perder horas no trânsito prejudicando o tempo com os filhos pequenos. Trocou por outro em que trabalha remotamente perto de seus filhos.
Bruno criou uma startup com propósito de oferecer residências por valores mais acessíveis. Reduziu os desperdícios e aumentou a eficiência da construção civil.
Bia trocou a área de recursos humanos por um trabalho de propósito, de fato humano, de ajudar as pessoas a se recolocar.
Bernardo se sentiu pela primeira vez genuinamente acolhido em seu ambiente de trabalho. É tratado com muito respeito ali. Na empresa tem banheiro inclusivo que deixa à vontade pessoas que – como ele -mudaram de sexo.
Juliana negou oportunidade de estágio em empresa de tabaco porque não fuma, detesta cigarro e sabe que faz mal para a saúde e o planeta. Colocou seus valores à frente do ganha-pão.
Os clientes da Gisele pedem indicação de fundos de investimento formados por ações de empresas que seguem os princípios ESG. E ela foi atrás de conhecimento para entender mais sobre o tema.
Paulo provocou a equipe para digitalizar processos de pagamentos e, com isso, eliminar o uso de papel no departamento, que era um grande dependente de máquinas copiadoras.
Lisa precisa fazer uma pausa no meio do expediente para levar as filhas na escola e sequência volta a trabalhar. E a empresa dela não só aceita, como estimula esta relação.
Henrik renunciou o cargo de CEO em uma multinacional centenária para se dedicar a um novo modelo de negócio que oferece matéria-prima mais sustentável para outras indústrias.
Rodrigo mudou o modelo de negócio da empresa familiar, que passou a produzir canudos de papel no lugar do plástico.
Sueli faz brindes sustentáveis para empresas e gera renda para mulheres em vulnerabilidade social na comunidade onde trabalha.
Anderson viu a demanda de pacientes crescer quando começou a aumentar o número de executivos em processo de burn out (estafa).
Ricardo criou uma plataforma online para as pessoas se exercitarem ao vivo e sem sair de casa.
A líder da Vanessa a incentivou a tirar uns dias de descanso para cuidar da saúde mental.
Chris trocou de profissão e virou especialista em sustentabilidade para ajudar empresas a encontrarem seu propósito.
Arthur transformou um negócio familiar em uma startup de impacto social, que resolve um problema de muitas indústrias e ainda reduz a criminalidade.
Os vídeos que a Paula produz para seguidores estão com 36% mais de engajamento depois que ela passou a colocar legenda.
A Mari pesquisa sobre as relações de trabalho das marcas que consome e cancela aquelas que tratam a mão de obra de forma desumana.
As tarefas repetitivas que Roberto executava na linha de produção passaram a ser feitas por um robô. Mas ele se qualificou a tempo e hoje opera a máquina.
Luiza não quis ganhar um carro quando fez 18 anos. E nem pensa em ter um veículo. Quer liberdade e experiências.
Walter está buscando alternativas ao diesel para transportar cargas de seus clientes de forma mais sustentável.
Karina criou um infoproduto e é nômade digital. Tem dinheiro para comprar um apartamentos não quer ficar presa e aluga onde quer morar. De tempos em tempos troca de cidade.
A empresa centenária de combustíveis fósseis de Lauro começou a investir em fontes de energia alternativas ao petróleo e sustentáveis.
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Todas estas são histórias reais, de gente real que tem cruzado o meu caminho e certamente o seu. Em comum?
Gente que está provocando mudança em modelos de negócios, relações de trabalho e reflexões sobre o jeito que produzimos e consumimos.
Eles são uma pequena amostra do que vamos esperar do futuro do trabalho.
O Institute For The Future conduziu em 2019 o estudo Projetando 2030: uma visão dividida do futuro. Foram ouvidos mais de 3.800 gestores da alta direção de médias e grandes empresas, em 17 países, incluindo o Brasil, para entender como seria o futuro do trabalho.
A conclusão foi de que 85% dos trabalhos que existirão em 2030 ainda nem sequer foram criados, serão novos.
Isso não significa que as profissões como conhecemos hoje deixarão de existir, mas elas certamente serão transformadas.
Tarefas repetitivas serão automatizadas graças à tecnologia, à digitalização e à robotização.
A busca por um futuro mais sustentável em sua totalidade, englobando pilares de ambientais, sociais e econômicos norteará as mudanças nos negócios e carreiras.
Em breve – e até mais rápido do que imaginemos -, chegará aquele dia em que ser sustentável não será opção.
O colaborador, o gestor, o consumidor e o investidor irão cada vez mais pressionar para chegar neste caminho sem volta.
E antes que seu negócio, sua profissão ou sua carreira sejam “cancelados”, ainda há tempo para mudar.
O planeta agradece e seus filhos também.

